Analisando a atual conjuntura da política paraibana, tentei traçar uma estratégia discursiva que melhor beneficiasse o governador José Maranhão na disputa eleitoral vindoura. Sabemos que, campanha eleitoral, ganha quem erra menos, e menos ainda se pode errar na TV, principal mídia de uma eleição. Se você duvida disso, basta procurar o mês em que se iniciam as viradas eleitorais. É justamente o mês de agosto, quando começa a propaganda na TV.
Voltando ao assunto central e sabendo que não se pode errar sob hipótese alguma na TV, vamos aos fatos. Começo descartando as piores estratégias que Maranhão poderia utilizar. A primeira, e que seria um verdadeiro “tiro no pé”, é tentar atacar a imagem do grupo Cunha Lima para atingir o pré-candidato Ricardo Coutinho. Ricardo é Ricardo! Cássio é Cássio! Da mesma forma que prestígio pessoal não se transfere, rejeição também não. Não é por conta de um apoio eleitoral que os simpatizantes de Ricardo deixarão de votar nele.
Óbvio que uma pequena parcela do eleitorado ricardista vai deixar de votar nele por conta da aliança com Cássio, mas nada que chegue a justificar uma estratégia de ataque por parte de Maranhão. Até porque, teoricamente, Cássio é uma figura política que representa a metade do eleitorado paraibano e conquistou a confiança do mesmo por duas eleições em quatro turnos. Assim, Ricardo pode perder alguns votos, mas ganha outros, multiplicado por três ou cinco. Fora isso, atacar Cássio e o grupo Cunha Lima pode aumentar a rejeição de Maranhão em Campina Grande, berço político do clã.
A segunda estratégia a ser descartada já se mostrou inviável em duas eleições: 2002 e 2006. Refiro-me ao uso da imagem pessoal de Lula para tentar ganhar a eleição. Em 2002, com Roberto Paulino, a estratégia do segundo turno foi usar exaustivamente a popularidade do presidente e sua aceitação para fazer o candidato do PMDB vencer. Não deu certo. A Paraíba elegeu Cássio com 51,3% e Lula com 57%. Paulino teve 48,6%.
No segundo turno de 2006 a mesma novela se repetia. Lula falava mais no programa de TV de Maranhão que o próprio Maranhão. Até a vitória de Maranhão Lula chegou a pedir aos paraibanos como se fosse um presente, já que ele faz aniversário no mês de outubro. Resultado: Cássio se reelegeu com 51,3% e Maranhão teve 48,6%. Lula, por sua vez, teve 75%. Por incrível que pareça, a votação de Cássio e de Maranhão/Paulino – em termos percentuais – foram as mesmas nos dois pleitos.
Fica evidente que Lula não consegue transferir votos com o seu prestígio. E não é só na Paraíba, é no País inteiro. No ano de 2002, Lula viu o petista Humberto Costa ser derrotado em sua terra natal, Pernambuco, onde Lula venceu disparado. Campina Grande é outro exemplo de que voto não se transfere por prestígio. Cássio sempre teve mais de 70% dos votos de lá, mas nunca conseguiu eleger Rômulo Gouveia. Não se pode contar com transferência de votos por prestígio pessoal. Jamais!
Enfim, chego agora a única estratégia discursiva que Maranhão poderá usar na eleição. Diante da situação, onde o ex-governador Cássio teve que sair do governo, deixando-o pela metade, coube ao governador do PMDB assumir um governo de dois anos. E como podemos acompanhar, o atual governo está dando continuidade às obras iniciadas por Cássio. Com esta atitude, Maranhão poderá investir num posicionamento eleitoral novo e se apresentar como um político diferente, que está dando seqüência aos projetos do antigo governo, por entender que tal prática é melhor e menos onerosa para o povo da Paraíba.
Maranhão poderia afirmar que qualquer político paralisaria as obras deixadas pelo adversário, mas que ele optou por não fazer isso em prol do estado da Paraíba. Mostrar para o eleitor que não é um político rancoroso e que busca o melhor para o desenvolvimento econômico e social do estado.
Creio que esta seja a estratégia discursiva mais adequada diante do cenário político em que se encontra a Paraíba. Maranhão passando a imagem de um político diferente, que está acima das brigas políticas pelo bem do povo paraibano. Mas, se fizer o contrário, e usar a estratégia de atacar Cássio ou buscar os votos na imagem de Lula, assistirá a terceira derrota consecutiva do PMDB ao governo do Estado.
As estratégias rechaçadas anteriormente não deixam dúvidas quanto a sua falta de eficácia. Tentar os mesmos erros do passado pela terceira vez é uma completa falta de visão. E não sou eu quem afirma isto, é o povo da Paraíba e sua vontade eleitoral.
Atacar Cássio não vai adiantar de nada, muito pelo contrário, só vai cristalizar a rejeição que Maranhão tem no eleitor simpático ao grupo Cunha Lima. Afinal, desde 2002, foram 4 turnos de pura propaganda negativa contra o ex-governador, e mesmo assim ele venceu duas eleições. E ainda tem o fato de Cássio não ser o principal foco de Maranhão, já que o adversário direto é Ricardo Coutinho.
Se apossar da imagem de Lula nunca funcionou e nem vai funcionar. E o agravante dessa vez seria o simples fato de que Ricardo Continho também é lulista, vota na Dilma e pertence ao PSB, partido da base aliada de Lula desde 2003.
Realmente, construir a imagem de um administrador diferente, defensor intransigente dos paraibanos e que está acima das disputas políticas é a única estratégia discursiva que cabe a Maranhão. O resto é mais do mesmo. E mais do mesmo nesse contexto significa derrota. Vamos aguardar o início da campanha e ver qual estratégia o PMDB vai usar pra acabar com o jejum na Paraíba.
Alan Kardec
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Eae Ademar Queria parabenizar o programa E se você podesse dá um alô para a cidade de Tenente Ananias-Rn no dia:16/07/2010 Bodas de Ouro de Raimundo Bernardino e Maria Horácio meus sogros.
EI TORCEDOR LEGAL, ESSE POTAL DE MENSAGENNS É COISA SÉRIA, AI VEM VC VEM DIZENDO ESSA COISA DE .... FLAMENGO COM BANGÚ( PRESIDIO) É FLAMENGÚ. BÃÃÃÃÃÃ DEIXA DE VC SER BESTA BOBÃO. KKKKKKKKKK
Tayrone ainda está meio perdido a frente da coordenação da campanha de Ricardo Cotinho, exemplo disso foi o timido lançamento da chapa na cidade de Sousa. Muitos politicos de peso se fisseram presentes. Ao Contrário das outras cidades, Sousa ficou devendo um movimento a altura, nem mesmo a massa de cargos de confiança, secretarios e diretores se fizeram presentes na sua maioria. Abra o olho Fábio.
Jonas vc parece inteligente,mas perdeu uma boa oportunidade de ficar calodo,é desse jeito que os GADELHAS faz a cidade Sorrir: Portanto, quem faz SOUSA chorar são eles pq quem é Deputado Federal é Marcondes. quem é dep.estadual é Leonardo,Sec de infr.Est. é Renato Gadelha, o vale dos dinossauros está a cargo do estado e quem tá no est. são lhagalha. Imagine se essa turma fisesse Sousa CH...