RONALDO CUNHA LIMA – POETA DE SALA E QUARTO (Trechos de um ensaio).
Eilzo Matos - 08/07/2012
A minha memória campinense guarda, todavia, a legenda do “soneto do chapéu preto” de Asfora, do “hábeas-pinho” impetrado nos versos de um despachado humor lírico ronaldino, que criou estilo e marcou época em territórios vários, com a verve incomparável dos seus ditos e não ditos, em sala e quarto ─ ele poeta sumamente ubíquo, assim podemos denominá-lo, qualificá-lo, apelidarmos. E o seu antológico soneto “Não existe vida inteira” (à maneira de posfácio do romance “O Silêncio do Delator” de José Neumanne Pinto) de uma profundidade inegavelmente filosófica que poucos alcançaram, o consagra. Copio o terceto final:
“A vida tem capítulos e fases. / Pecisamos apenas ser capazes / de unificá-los numa só história.”
Ronaldo vergou fisicamente, cedo, porque procurou sustentar nas costas o peso de toda a poesia e de todo o sentimento do mundo, de que falava o vate itabirano. Correu mundos expulso de sua terra, tangido pelo arbítrio de um governo militar, perseguido pela intolerância dos esbirros remunerados, ele sempre altivo e feliz na luta pelas suas idéias políticas, pela sobrevivência, vitorioso sempre.
Afastado da leitura, morando no mato, eu não acreditava nos seus livros de que ouvia falar, Para mim, ao escutar os ecos e vozes dos seus versos, ele era um poeta de gênio, mas eminentemente verbal, vexado, que improvisava, porém não escrevia poesia. Não lhe sobrava tempo. Seria como os nossos irmãos violeiros e repentistas, um Inácio da Catingueira, um Pinto do Monteiro ─ e no contexto e textos que demandam a nossa tradição cultural, a nossa história ocidental ─ o nosso Homero da Borborema.
Eis que um livro seu me chegou às mãos, com um atraso de treze anos. Não a esperada epopéia. Poesia anacreôntica, isto sim, dominada pelo erotismo báquico de suas canções, o lirismo sensual de epitalâmios. Falo de ”Poemas de Sala e Quarto.” E o traço barroco-sensual das ilustrações de Flávio Tavares, um incontestável gênio do desenho e da pintura, cumpre o objetivo da obra poética, completa os propósitos do autor, Comprei-o em liquidação na Livraria Universitária na praça ao lado do antigo Capitólio. Que obra! Perdoem-me os despeitados, os tipos rebarbativos que flutuam nos salões com o risco de pipocarem como bolinhas coloridas que enfeitam festas infantis.
Para falar sobre o seu livro, evito a tentação do método de Jakobson, na análise sobre Lês Chats de Beaudelaire, reduzindo à coordenação das proposições da língua, faces do poema que interessam à sociedade e à história, diferentemente de Carpeaux que revelou as transformações e transfigurações que sofreram a imagem do poeta ”vase de tristese, ó grand taciturne”, nos olhos da posteridade, e do prefaciador Nêumanne nos comentários buscando nos domínios da literatura comparada a explicação do poeta Ronaldo de Campina.
Aventuro-me na tentativa de anunciar uma nova técnica de expressão poética, aliás, corriqueira no gênero. O escritor Ricardo Soares comentando Ronaldo, socorre-me, afirma que “a verdadeira poesia é diferente para cada poeta em cada momento... inspiração, experiência, confissão, lembrança, conhecimento, um sistema coerente de pensamento, sutil música verbal.” Encontro algo parecido, nas sentenças breves contidas no estilo-modelo hai-cai que nos oferecem os filhos do País do Sol Nascente, no modo rocam-bolesco, misterioso e investigativo de Chordelos de Laclos, na lascívia oriental de Omar Kayan, no socialismo stakhanovista de Vladimir Maiakovski e mais inventores e criadores que passeiam entre os gregos, romanos e levantinos, com as mais variadas técnicas do verso, praticadas e aceitas, algo poudiano; e a adequação da língua, nas variações da sua prosódia ajustando as idéias à melodia de um texto aforístico, prazeiroso pelo seu lirismo, erudito pelo seu conteúdo. Eis os segmentos apotegmáticos de Poemas de Sala e Quarto.
“– Na sala / eu sou ¼./ No quarto/ eu sou inteiro,”
Jacta-se o poeta. Verdade ou mentira? Fingimento? Dissimulação? Algo sofrido? Como descobrir les liaisons dangereuses que escondem as suas palavras? Simplesmente jogo de palavras? Ah! Como os poetas se conhecem. Pessoa bem que o afirmou:
”O poeta é um fingidor… / E os que lêem o que escreve/ Na dor lida sentem bem/ Não as duas que ele teve / Mas só a que eles não têm.”
Em Ronaldo o apetite sexual parece uma eterna busca. “Poemas de Sala e Quarto” o confirma. Ele deseja estender até ao mundo dos inanimados, das coisas materiais a incontida ânsia dos seus desejos:
“Se nossos chinelos vissem/ sobre a cama os travesseiros/ talvez até decidissem/ sob a cama ser parceiros.”
Mas carrega as suas estações de dolorosa parada para reflexão. Ronaldo é um poeta ligado a um momento da história política paraibana, nacional. Não tenho coragem de dizer, de julgar o que mais o distingue ao longo de sua vida. Como acertar, se ele dissimula e finge? Uma condição explícita o caracteriza, e todos concordarão: foi o poeta político que disputava eleições, fez oposição ao regime militar, na Paraíba e por onde andou. Lutou, não cedeu, venceu. Maiakovski, entre todos os títulos, consagra-o o de “poeta da revolução russa.” Assim Ronaldo na Paraíba.
“Muito pior, com certeza/ que uma sala sem mesa/ é uma mesa sem pão.”
Sua mente não repousava. Muito ainda resta para falar sobre Ronaldo e Oinotna para completar o ciclo da vida: a severidade e a alegria, os lauréis e as palmas. Campina rediviva.
Quero deixar claro: Vi a luz da vida em Sousa, onde nasci, falo com orgulho. Em Campina recebi os raios dos conhecimentos acumulados pela sociedade, descobri a prática da invenção, da construção, da criação, da imitação com os seus perigos inerentes. De Sousa guardo a memória do aprendizado, do espanto com os fatos da vida, destruindo já a inenarrável memória da infância; de Campina a descoberta do colóquio libidinoso dos poetas com os leitores, com o mundo ─ que permanece dominante nas reflexões inevitáveis. O amor e a guerra entrelaçados.
Eizo Matos
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AD, A FAMÍLIA DE NONATINHO ACABARAM COM A JUSG E AGORA ESTÁ AGREGADA NA PREFEITURA, DIZEM Q NEM A AÇÃO GLOBAL ACONTECEU EM S GONÇALO PQ A CORRINHA E O PLINIO BOICOTARAM. Q PRESTÍGIO É ESSE DESSE POVO Q NEM VOTO TEM? MAS A VERDADE VEM AÍ E É BOMBA.
ADEMAR,A RUA JOSÉ GADELHA CAMARÃO NÃO TÉM FUCHICO NÃO...FUCHICO TÉM É NA RUA MARCOS DE PAIVA GADELHA ESSA RUA É CAMPEÃ,TUDO POR CAUSA DE UMA COSTUREIRA VEIA HINGIADA E UMA NEGONA COM CARA DE CACHORRO DE BALÁIO...AS MALACABADAS PASSA O DIA NAS CALSSADAS OLHANDO A VIDA DOS OUTROS,ATÉ NO PSF ELAS VÃO INCOMODAR QUERENDO SABER QUE DOÊNÇA AS PESSOAS TÉM.ELAS DEVIAM PEGAR UMA VASSOURA PRA VARRER OU VUAR.
dema gostaria de sabe se esse presidente do sousa ideal não vai fazer a academia já que não pode fazer mais festa faça pelo o menos a academia para os sócios pq tds os clube daqui de sousa já tem academia só no sousa ideal q não tem vamos presidente fazer algo para q os sócio passe a frequenta o clube e só assim eles começa a paga e os q não pagarem suas mensalidade não usa a academia obg...
Ademar. anda essa para Prisser. veio a Sousa para denuciar as coisas erradas, concordo com ele. agora manda ele denuciar as boca de fumo. air eu digo que ele é arrochado. ou não é errado isso em Sousa.vai que tua Perisser.
Ademar quero resistra o aniversario da minha nora ADRIANA que está aniversariando hoje parabens da sua sogra TEREZINHA seu espozo, FLAVIO, de seus filhos, TOMÁZ, E MARIA LUÍZA ela que reside no bairro SORRILANDIA-1 obg por me atender, um abraço!!!
oi ademar.esculto o seu programa todos os dias aqui no rio.e entrei no site sertaoinformado e vi uma reportagem do meu sobrinho moises que esta fazendo sucesso ai em sousa ,fiquei muito feliz e queria agradecer o pessoasl do site pelo o apoio e carinho com por q ele merece.queria tambem que vc mandasse um alo para a familia mela mela la no angelim.muito obg e boa tarde
Ademar aqui em Marizópolis o coronel demitiu a secretaria de saude e agora vai nomear a mulher dele que nao tem curso superior em nada e pra melhorar a situação dos babões dele ele afastou os médicos os exames foram todos suspensos enão paga as babonas que estão com 5 meses sem receber salario na saude e de fazer pena das babonas estão afundando o chão de andar na casa dele kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.